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O melhor do cinema no Telecine

Não é segredo para ninguém a dedicação do Telecine em levar o o momento cinema para o público cinéfilo. O serviço de streaming, desde que foi lançado, tornou ainda mais fácil o acesso a esses clássicos. Mas o que assistir por lá? Essa é uma pergunta que pode surgir na mente de quem começou a usar o serviço e se depara com o gigantesco catálogo com mais de 2.000 filmes.

Por isso, o Cineplayers elaborou uma lista com sete grandes filmes disponíveis no catálogo. Que tal tirar a semana para rever filmes do coração e descobrir novas jóias? Confira abaixo! 

Ps: os filmes listados estão disponíveis em abril de 2020.


Doze Homens e Uma Sentença (1957)

A estreia de Lumet no cinema após começar trabalhando na televisão já foi com os dois pés na porta: o filme, protagonizado por Henry Fonda como um membro de júri que tenta impedir seus companheiros de condenar um jovem à morte, explora as convicções e os preconceitos da sociedade americana, sendo uma genuína exaltação da justiça. Com um clima quente, cheio de closes e uma montagem que prende o espectador da primeira à última cena, que só revela seu desfecho em seus minutos finais, é um clássico que, com muito pouco, consegue ser eletrizante.


A Doce Vida (1960)

Fellini, que completa seu centenário de nascimento em 2020, é possivelmente o maior nome do cinema italiano: seus filmes são um carnaval burlesco e pulsante, sempre longos e exagerados, mas definitivamente interessantes. A Doce Vida, mostrando os desencantos do paparazzi Marcelo Rubini com a alta sociede italiana, é o maior clássico da sua carreira. Desde o início, com um helicóptero carregando uma estátua do Cristo sobre Roma até a última e marcante cena, essa investigação sensível sobre a alma do homem moderno é recheada de cenas clássicas, como a do protagonista interpretado por Marcello Mastroianni acompanhando uma estrela de Hollywood (Anita Ekberg) para dentro da Fontana de Trevi. Dificilmente haverá outro diretor como Fellini.


Os Pássaros (1963)

Já caminhando para o final da sua carreira, a virada dos anos cinquenta para sessenta encontraria Hitchcock pleno de inspiração, lançando dois dos maiores clássicos de sua carreira: Psicose, inspirado no serial killer Ed Gein, e Os Pássaros, talvez os únicos filmes assumidamente de horror do Mestre do Suspense. No segundo, ele apresenta a pacata cidade de Bodega Bay sendo atormentada pelo ataque violento e cada vez mais intenso de pássaros comuns e a tentativa da socialite, interpretada por Tippi Hedren, em sobreviver aos ataques das aves. Lançando as bases para gêneros como os filmes de zumbi, no sentido de representar um microcosmo social através de um conflito inexplicável, Os Pássaros é um dos filmes mais influentes de todos os tempos.

Escute nosso podcast sobre Alfred Hitchcock!


Era Uma Vez no Oeste (1968)

O faroeste definitivo? Isso é discutível. Mas é fato que a obra-prima do cineasta Sergio Leone é o momento maior do spaghetti western; os faroestes produzidos na Itália. Com a cadência e a grandeza de uma ópera - acompanhado da música emocionante do compositor Ennio Morricone -, Leone narra a vida e a morte de quatro personagens que anunciam o crepúsculo do gênero mais popular da primeira metade do século XX. Cada tiroteio aqui tem seu campeão decidido nos detalhes dos olhares e nos acordes dramáticos, com os astros Charles Bronson, Claudia Cardinale, Jason Robards e Henry Fonda - em inédito papel de vilão - transformando a obra em um marco do seu tempo, com momentos impressionantes até hoje.

Escute nosso podcast sobre o filme!


Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)

É certo que Woody Allen já tinha feito alguns filmes onde exibia a sua persona cômica e neurótica, mas quando o mestre do humor partir, certamente será lembrado principalmente por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, sua radical comédia com Diane Keaton que nos anos 70 inventou a comédia romântica que gostamos hoje, dos anos 90 aos seriados de televisão dos anos 2000 sobre o gênero. Sem tempo presente, capítulos sem cronologia definida analisam o relacionamento do inseguro Alvy Singer com a moderninha Annie Hall. Lotado de experimentos, sinceridade sem tabu e diálogos muito engraçados, o filme é um daqueles momentos que definiram a indústria audiovisual.


Os Aventureiros do Bairro Proibido (1986)

Quando este carismático filme saiu, não se deu muito bem nas bilheterias e chegaram a chamá-lo de “cópia de Indiana Jones”. Ledo engano. Apesar de que é fato que tanto Spielberg e seu Indy quanto Carpenter e seu protagonista Jack Burton beberam da fonte dos filmes de matinê - aventuras despretensiosas para jovens dos anos 50 e 60 -, Os Aventureiros do Bairro Proibido tem um charme todo próprio, contando a amalucada aventura de um caminhoneiro malandro enfrentando lutadores de kung fu com milhares de anos de idade. Com um humor frenético e cínico combinado com efeitos especiais coloridos, muita gente só deu valor anos depois para essa aventura fantasiosa e divertidíssima.

Escute nosso podcast sobre John Carpenter!


Bastardos Inglórios (2009)

Quentin Tarantino, apesar do início de carreira meteórico com os clássicos modernos Cães de Aluguel e Pulp Fiction, mostrou que não estava para brincadeira com Bastardos Inglórios, parecendo guardar especial carinho por esse filme que mistura drama, ação e suspense com temática militar. Ao melhor estilo dos filmes “man on a mission” (homem em missão) como Os Doze Condenados, o diretor alcançou aqui uma maturidade artística espantosa: a tentativa da judia refugiada Shoshanna Dreyfuss e dos soldados que dão título ao filme de resistir à invasão nazista na França, representada por Christoph Waltz como Hans Landa em sensacional (e premiada) atuação, rendeu momentos que, apesar de recentes, já entraram para os anais do cinema. Atente para a magistral cena de abertura!

Escute nosso podcast sobre Quentin Tarantino!

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