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7,5
Média
93 votos
?
Sua nota
Direção
Petra Costa
Roteiro:
Petra Costa, David Barker, Moara Passoni, Carol Pires
Gênero:
Documentário
Origem:
Brasil
Duração:
113 minutos
Prêmios:
92º Oscar - 2020

Acompanha o impeachment de Dilma Rousseff, a prisão de Lula e a eleição de Bolsonaro. Através de um olhar pessoal, mergulhamos em uma jornada na história da jovem democracia brasileira.

Elenco

Dilma Rousseff
Ela mesma
Michel Temer
Ele mesmo
Luis Inácio Lula da Silva
Ele mesmo
Eduardo Cunha
Ele mesmo
Jair Bolsonaro
Ele mesmo

Notas e Lupas

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Comentários (7)

Polastri | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 19:43

Ainda não assisti, mas pelo outro filme dela que vi, o 'Elena', e pelas críticas, o problema nem é a análise política ruim. O pior é esse subjetivismo sentimentalóide que chega no nível de ser piegas, nível post de facebook "estou sofrendo muito com o governo Bolsonaro, chorei muito esse fds", isso do seu confortável apartamento de classe alta na Zona Sul. Acaba que todo o sofrimento material que poderia vir das políticas econômicas anti-pobre dos Temer-Paulo Guedes da vida não chega na Petra Costa. Ela continua rica, privilegiada igual. Então sobra apelar pra essa análise alienada sentimental "oh, que sofrimento o fascismo e autoritarismo". Não é o tipo de análise que me interesse, mas se algum dia eu animar e encarar comento alguma coisa com mais propriedade.

Polastri | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 19:47

Parece ter essa parte mais interessante de que a mãe dela foi torturada na ditadura junto com a Dilma e tal. Se fosse um documentário sobre a repressão na ditadura me interessaria mais. Como provavelmente vem pra defender política desastrada pós-2010 do PT, ou seja, passação de pano pra Dilma e querendo colocá-la "do lado certo da história" em uma situação que nada tem a ver com isso, acho pouco relevante.

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 21:04

Meu problema com ela foi o lance durante o governo, cansei de especular sobre o passado dela. A política econômica dela foi uma merda. O meio-ambiente só perde para o do Bolsonaro. Foi no governo dela que na época de eleição o humor político foi censurado pelo chamado "controle da mídia"( e isso foi passado por todas as mídias de informação, por isso que alguns humoristas foram denominados chapa-branca, porque passavam mais fácil, com os da Zorra Total a.k.a. Globo). Não gosto de documentário político, mas antes eu achava que ele só era enviesado, agora que descobri que usa o passado dela para tentar martirizar culpando roubos milionários de "erros", eu acho mais canalha ainda a proposta. Eu não dou nota para filme que não vejo, sou crescido, mas acho que uma discussão em cima do que se passa neste doc. pode ser feita se alguém que já viu passar do que se trata. Até agora eu vi que é para gringos e socialistas de cachecol.

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 21:10

Se eu tinha 13 anos quando o PT foi eleito, e se eu sou um cara interessado em criticar a história como um conto onde o ser humano nunca vai ser pacífico(não existe nem paz mundial nem guerra contra as drogas); se essas pessoas retratadas são reais, e os acontecimentos também, eu posso analisar o que está sendo demonstrado pelo documentário sem criticá-lo diretamente, porque eu não o vi. Assim como eu faço com o filme do "Marighella", não critico o filme, mas critico o que eu acho errado dentro do contexto real em que aquela ficção está inserida. E sim, nenhum filme merece ser censurado. E não, eu não gosto do Moro. Acho a idolatria a funcionários públicos políticos a mesma coisa que ter um câncer e dizer que a quimioterapia é um paraíso psicodélico, e que por isso, quanto mais câncer melhor no corpo.

Polastri | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 21:58

"Não gosto de documentário político" Depende, tem coisas muito boas que tão entre as melhores da nossa filmografia, tipo 'ABC da Greve' do Hirszman ou o 'Cabra' do Coutinho. Mas ali tem um esforço pra entender a dialética dos conflitos, da luta de classes, o processo histórico etc. Tanto que vendo ABC da Greve hoje, 40 anos depois das filmagens, ainda dá um insight enorme sobre os problemas dos movimentos sindicais e a figura do Lula, como ele se equilibrava entre ícone dos trabalhadores e boa relação com os patrões (que em última instancia vira um peleguismo frente a interesses econômicos superiores). Ou mesmo um 'Ônibus 174' que procura entender as causas materiais concretas que levam ao aparecimento dos Sandros volta e meia. Enfim, só precisa ser feito com inteligência, tem que ser investigação pra buscar muito mais as perguntas corretas que as respostas.

Polastri | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 22:10

O Godard comentou em "Ici et Ailleurs": "Não são as respostas que vão mal, mas as perguntas... e talvez devêssemos até abandonar o sistema de perguntas e respostas e encontrar outra coisa".

Preciso ver esse pra julgar melhor a forma do filme, mas também vale notar que é importante filmar as coisas certas pra fazer um documentário relevante. Escolher as coisas certas e a forma certa de filmar essas coisas certas é tão fundamental pra produzir o sentido quanto o que vc vai fazer na montagem e no texto/narração. Por isso um dos outros documentários petistas, "O Processo", já nasceu fadado ao fracasso indo filmar as intrigas de gabinete, Lindbergh e Gleisi Hoffman e toda essa cúpula sedenta de poder do PT, não é ali que tá a parte passível de produzir sentido no processo do impeachment. Ali vc só poderia encontrar mesmo teatro político de quinta categoria e lágrimas de crocodilo.

Polastri | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 22:10

Esse texto do Dziga Vertov sobre os documentários de atualidades dele dá conta disso:

""Kino-Pravda is made with footage just as a house is made with bricks. With bricks one can make an oven, a Kremlin wall, and many other things. One can build various film-objects from footage. Just as good bricks are needed for a house, good film footage is needed to organize a film-object.

Hence the serious approach to newsreel – to that factory of film footage in which life, passing through the camera lens, does not vanish forever, leaving no trace, but does, on the contrary, leave a trace, precise and inimitable.

The moment and the manner in which we admit life into the lens and the way in which we fix the trace that remains determine the technical quality; they also determine the social and historical value of the footage and subsequently the quality of the whole object."

Dziga Vertov "On Kino-Pravda", 1924

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 22:48

Sim, o documentário por si só, dependendo, costuma levantar questões sociais que acabam sendo políticas. Mas daí entra a política como a ciência das relações humanas num nível antropológico. Não é que nem Michael Moore ou Brasil Paralelo. Não martiriza alguém por causa de uma ideologia ou de um passado, quando esse alguém é uma pessoa que além de funcionária pública nada fez para ser documentada além de destruir a economia brasileira. "Icarus" é um bom exemplo de um filme que começa sobre dopping e termina com uma situação política;assim como muitos outros. O documentário nunca foi realismo, então quando um diretor não coloca uma voz por trás das imagens ela coloca edição. Vertov em 1924 ainda fazia propaganda, bom cinema, não acuso nem ele nem Eisenstein porque o comunismo naquela época era a utopia deles e Eisenstein ia levar no cu de Stalin.Agora, quando a propaganda não é cinema revolucionário é pura manipulação.

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 22:54

Cara tu citou "O Processo", tirando a parte do homicídio duplo, transformar o resto da galera do PT como vítimas do golpe fatal(Gleise e outros desprezíveis), é a mesma coisa que assistir o processo do O. J Simpson e torcer por ele. E nem to falando do processo de impeachment, estou falando do poder manipulativo que o cinema tem de propaganda, ou seja, de idiotizar as pessoas. Como MIchael Moore em "Sicko" que usou vida de pessoas reais para levantar a questão real e problemática do healthcare americano levando os caras pra Cuba e mostrando a qualidade dos médicos e hospitais. Depois caiu no WikiLeaks o banimento do governo cubano, por demonstrar uma áresa de saúde que na realidade o povo não tem acesso.Mas o que falar de um governo que censurou "Buena Vista Social Club" por fazer música pré-revolução. Fascismo....tudo é um coletivo querendo matar o livre-arbítrio de decisão individual, um fascismo ideológico.

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 23:02

E é por isso que o Estado social(sociedade acima do indivíduo), chamado por uma semântica já inapropriada como "esquerda", tem que ser equilibrada com o fator indivíduo acima da sociedade(liberalismo), porque a liberdade individual, se trancada sem a possibilidade de empreendedorismo ou outros fatores liberais, solta o animal que existe dentro do ser humano e o Estado começa a virar ambicioso e fascista, como no caso da tentativa de censurar o humor político pelo PT ou como em variados casos, hoje, num governo que apelou para discurso nacionalista e ultra-liberal, e surgiu por causa dessa dicotomia desequilibrada. Quem acredita em anarquia ou comunismo está perdido em matéria de psicologia social, o ser humano não se ajuda de forma geral, ele precisa de coerção legal.Um indivíduo não faz a festa.Utopias não existem e nem revoluções que não sejam para colocar outra classe no poder. O caminho é o do meio.

CitizenKadu | quarta-feira, 15 de Janeiro de 2020 - 05:22

Assisti o documentário e é o que eu imaginei. A documentarista tem um talento cinematográfico, mas faz parte da família petista, tanto que tem uma cena do Lula reclamando do impeachment no celular olhando pra câmera e uma sequência da câmera atrás de Dilma como o filme "O Lutador". O voice-over e essa familiaridade torna o documentário pior que "O Processo", apesar deste filme tratar da questão do impeachment e das maquinações de forma melhor. O Mensalão é mal mencionado, o fato de a Petrobras ter sido equipada pelo PT também não e tem uma parte em que Jean Wyllis diz que a caça à Dilma vinha da recusa de conciliação com os banqueiros, mas não fala das críticas do Lula em relação a esta falta de conciliação. A diretora não parece entender de direito, porque impeachment não envolve corrupção, mas crime de responsabilidade, mas como houve muita maquinação política, não vou me ater a esta burrice da diretora.

CitizenKadu | quarta-feira, 15 de Janeiro de 2020 - 05:29

Não vou fazer que nem ela, que como eu disse ali em cima antes de ver o filme, foi o que ela fez. Usou: a Ditadura, o passado glorioso do Lula no ABC na luta pela democracia,as maquinações da Direita e do judiciário, o golpe,tudo que é ruim do outro lado, como Bolsonaro por exemplo, mas escondeu a podridão do lado dela. E tudo que parece auto-crítica não passa do fato de ser impossível esconder os erros mais divulgados pela mídia e impossíveis de escapar(como ela escapou do MENSALÃO). Usou a parte boa do governo Lula, não citou FHC. Tem a Bachiana N°5. Tem closes do Lula, da Dilma, feitos na hora, sem registro.Closes de choro, demonstrações de violência policial. É tão manipulativo que todo mundo que viu já quer dar o Nobel da Paz para o Lula. Só não é mais risível quem diz que quem não gosta do documentário não tá enxergando nada, porque é fácil num momento tenso ver as pessoas serem facilmente usadas e compreendendo a história do Brasil como um maquineísmo partidário.

CitizenKadu | quarta-feira, 15 de Janeiro de 2020 - 05:38

Não importa se Michael Jackson abusou de crianças; o que importa é que ele revolucionou a música e foi um ícone pop! Não é mesmo. O importante é ser herói no passado. Esses partidários sempre querendo resgatar o passado para desculpar os erros do presente, e sempre mostrando o que há de pior na sociedade para martirizar alguém, que por sua vez, também fez por merecer de uma forma ou de outra; afinal crime contra bancos públicos e dinheiro público não pode ser minimizado, ou vocês gostam de ser roubados?Bolsonaro e sua gang é tão filha da puta que por causa deles eu me sinto um babaca falando mal deste doc, talvez ele tenha me manipulado também. Mas eu sei que por trás do pano deste doc., a premissa sempre vai ser sobre qual gang vai fazer o "menos pior" para o sempre sofrido povo brasileiro, e holisticamente, parar de jogar a culpa do crescimento da economia exclusivamente num partido e numa pessoa, algo que demorava anos para crescer, à época.Good Luck em Sodoma!

CitizenKadu | quarta-feira, 15 de Janeiro de 2020 - 18:24

Este filme nem de documentário deveria ter sido rotulado, os políticos conheciam a Petra Costa e sabiam a intenção do documentário; então eles atuam pra câmera.É impressionante. É como um react do youtube da galera do PT sobre o Impeachment, com a câmera junta deles, como parte da família. É desprezível tanto como propaganda partidária e idolatria de políticos que de idealistas se tornaram corruptos, usando o extremismo como desculpa pra passar pano, e usando da mea cupa como um artifício narrativo de pseudo-auto-crítica. A polarização continua a demonstrar que a inteligência brasileira está em vertigem em nome da militância partidária acéfala, depois de anos de caudilhismo que chegou a alçar um fascista como Getúlio Vargas como ídolo popular, até este momento onde nós temos um herói populista de um lado, e um "mito" também populista do outro. Vergonha de mostrar o Brasil como um país burro, que nunca vai deixar de eleger populistas e memes e acreditar em obras como essa.Honestidade..?

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