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8,1
Média
134 votos
?
Sua nota
Direção
Robert Eggers
Roteiro:
Robert Eggers, Max Eggers
Gênero:
Drama, Fantasia, Terror
Origem:
Estados Unidos, Canadá
Estreia:
02/01/2020
Duração:
110 minutos
Prêmios:
92º Oscar - 2020

Lupas (28)

  • Quando a experiência sensorial descontrói os principais pilares daquele nicho narrativo. O terror, a melancolia e a efervescente repulsa do ser humano como unidade pecaminosa. Um épico para o cinema de gênero, uma obra atemporal ou um monstro sem pé nem cabeça? Todas as alternativas e mais algumas outras.

    Gabriel Fagundes | Em 01 de Março de 2020 | NOTA: 9.0
  • Eggers consegue superar seu trabalho anterior, nos brindando um buddy film que combina humor negro e terror. Dafoe e Pattinson estão em excelente química, explorando seus personagens ao máximo desde sua habilidade para a brutalidade até tons humorísticos mais sutis. Mantendo uma sensação de tensão eterna até um clímax brilhante, O Farol é um dos grandes filmes da década.

    João Vitor G. Barbosa | Em 22 de Fevereiro de 2020 | NOTA: 8.5
  • Representação mais brutal que já vi da relação entre o sexo masculino e o alcoolismo.

    André Oliveira de Araujo Ferreira | Em 12 de Fevereiro de 2020 | NOTA: 9.0
  • Imersão às profundezas do psicológico humano anexas às lendas de antigos marinheiros são magnificamente confrontadas nessa obra inquietante de Eggers. A maestria do diretor em escancarar a busca pela redenção e a fuga do subconsciente em meio às mais complexas das simbologias e mitologias são elementos expressivos para torná-lo um dos melhores da atualidade. O formato de tela 1.19:1 contribui na sensação de claustrofobia dos personagens, cujos estão em perfeita sintonia! Fotografia impecável!

    Rafael Costa | Em 04 de Fevereiro de 2020 | NOTA: 9.0
  • Estranho saber que os irmãos Eggers partiram de um conto de Poe e depois o abandonaram, pois é exatamente Poe, ou qualquer um de seus grandes súditos, o que vem a mente quando numa relação tensa um velho marinheiro lança uma maldição e esconde um segredo. Porém, paralelo a essa aparente simplicidade, o plot investe fundo na intensidade da relação entre os personagens entre si e com o ambiente. Fotografia foge do expressionismo maneirístico, e apenas invoca o séc. XIX, daguerreótipicamente.

    CitizenKadu | Em 25 de Janeiro de 2020 | NOTA: 8.5
  • Um misterioso farol e dois homens, o suficiente para Robert Eggers criar uma impressionante história de isolamento e as paranoias e loucuras que isso acarreta. As grandes atuações da dupla e a atmosfera hostil são complementadas com muitas dúvidas e misticismo em um duelo de masculinidade insano, com algumas cenas de uma beleza estética que estão entre as mais incríveis do ano.

    Bruno Ricardo de Souza Dias | Em 25 de Janeiro de 2020 | NOTA: 8.0
  • Por trás do véu classudo, existe um filme extremamente vulgar com vergonha de se assumir. Um grande salto em relação ao sonolento e artificial 'A Bruxa'.

    Jules | Em 21 de Janeiro de 2020 | NOTA: 6.0
  • Parece um filme perdido dos anos 50. Excelente duelo de interpretações. Não imaginava que o Robert Pattison é tão bom ator! Cena final é top!

    Gabriel Antonio | Em 17 de Janeiro de 2020 | NOTA: 8.5
  • Se em A Bruxa Eggers resgatou o mito de forma séria e profunda o mesmo ele faz aqui c/a Sereia, terror sexual dos marinheiros sedentos de mulher. Recheado de referências cascudas, de Moby Dick a Hemingway, de Tarkovsky a expressionismo alemão e os temas são diversos: a solitude, a tensão sexual, a masculinidade, o mar, e o farol como Caixa de Pandora. Uma das maiores atuações de DaFoe, monstro sagrado, e Pattinson tb impressiona. Eggers evolui c/uma atmosfera impressionante e entrega uma OP!

    Josiel Oliveira | Em 14 de Janeiro de 2020 | NOTA: 10.0
  • A loucura deflagrada na solidão é um tema revisitado de tempos e tempos, mas Eggers deixa sua impressão com uma dupla afiada em cena. As muitas simbologias deixam um rastro de dúvidas, o que também é um elemento de desconexão com o público em algumas passagens.

    Patrick Corrêa | Em 13 de Janeiro de 2020 | NOTA: 7.5
  • A poesia em movimento, cheio de versos sobre o desejo, masculinidade, morte, e tantas outras aflições. Filmaço.

    Vinicius de Moraes | Em 11 de Janeiro de 2020 | NOTA: 10.0
  • A espiral de loucura construída a partir de mitos, espectros, sentimentos reprimidos, e a maldição do trabalho.

    Júlio César Filho | Em 05 de Janeiro de 2020 | NOTA: 8.0
  • O autoflagelo do homem, entre homens. Uma obra que te absorve, consome e excreta. Masculinidade é uma coisa tão suja.

    Guilherme Algon | Em 03 de Janeiro de 2020 | NOTA: 8.5
  • Obra- Prima.

    Igor Guimarães | Em 03 de Janeiro de 2020 | NOTA: 10.0
  • É sobre o castigo eterno da humanidade, o castigo à falta de controle de seu extinto animal, de seu desejo sexual, à sua brutalidade, suas relações de poder tanto em sociedade quanto em casais e à sua natureza invariável de solitude eterna. Tem uma relação nítida à aspectos da mitologia grega e uma relação estética óbvia à Bela Tarr e Bergman. Confesso que demorei muito para captar tais ligações e sendo assim o filme continua ecoando em minha mente .

    Eliezer Lugarini | Em 03 de Janeiro de 2020 | NOTA: 8.5
  • É apenas o segundo filme do promissor diretor Robert Eggers.Pesa a mão no suspense,e o resultado é um dos melhores contos do horror da década. É impressionante como usa bem sua câmera.Viaja por toda a ilha,com alguns planos-sequência primorosos,tudo isso com uma linda Fotografia passando ao fundo em um horizonte em preto e branco que realça ainda mais a beleza do ambiente. Willem Dafoe e Robert Pattinson parecem disputar a cada momento quem realiza a melhor atuação no set.

    Senhor Ivan | Em 02 de Janeiro de 2020 | NOTA: 8.0
  • Estética e direção artística incomparáveis, traça algumas das melhores imagens da década. Boas tomadas, boas escolhas (formato 1.19:1) e atmosfera densa reinam num filme que finaliza deixando uma sensação de vazio, como se faltasse coisas tão principais como uma boa e convincente história ou um ritmo adequado para gerar a sensação de solidão que as imagens se propõem. Falta ritmo, falta enredo, falta história. Alguém precisa escrever os roteiros para Eggers, urgentemente. Frágil.

    Pedro Ruback | Em 01 de Janeiro de 2020 | NOTA: 6.0
  • Eggers novamente constrói um encadeamento de horror que nunca sai do opaco, condenado a uma camada mais profunda da narrativa e da compreensão. Abraçando símbolos e referências densos, de forma que nem tudo fica claro no final (e nem deve, principalmente se pensarmos que a busca por revelar o que está oculto é um dos grandes monstros do filme), somente a relação muito bem articulada entre os protagonistas e a ambientação pesadamente tenebrosa já tornariam a experiência, por si só, admirável.

    Victor Tanaka | Em 30 de Dezembro de 2019 | NOTA: 7.0
  • Há momentos de brilhantismo aqui, não só a estética, mas o texto, o monólogo do Dafoe é inacreditávelmente bem escrito e interpretado com maestria, Eggers é bom demais , e esse é apenas seu segundo filme !

    Matheus lack | Em 30 de Dezembro de 2019 | NOTA: 10.0
  • Culpa, punição, ressentimento. O medo primitivo, perdição, o mistério que vai além de nosso entendimento. Desolação, isolamento, escuridão. Os recantos sombrios da mente humana, o peso do inconsciente, a descida ao inferno. O grande pesadelo da loucura, do desejo, do sangue. A tragédia simbólica do horror que mora dentro de cada um. A queda do homem em seu próprio devaneio de superioridade. Filme erguido por seus simbolismos, mas que se confessa no primor de sua simetria e encenação.

    Zacha Andreas Lima | Em 27 de Dezembro de 2019 | NOTA: 8.5